Amanda Basso
Oi, sou Amanda Basso, jornalista formada pela Universidade Anhembi Morumbi, viajante por natureza, amo contar histórias - mesmo as que eu não deveria contar… Somei a paixão por criar, ao fanatismo por uma certa Donzela de Ferro e fiz o Maiden Chest, podcast focado na história e bootlegs do Iron Maiden, ah, coleciono material deles também! Escrevo pro Headbangers Brasil, Confere Rock e agora aqui… Mãe da Charlotte e da Natalinha, uma gata e uma pombinha que mandam na minha vida!

Com o setlist seguro, a troupe de Jesse Leach incendiou o palco Ice no Bangers Open Air. Para quem esperou que eles pautassem seu show no último lançamento, This Consequence, de 2025, caiu do cavalo, pois esse espetáculo foi feito para a celebração dos fãs e para conquistar novos seguidores. Apenas Aftermath foi executada; e não “apenas” executada, mas também exaltada em homenagem ao In Flames. O que é interessante nessa música é que ela foi composta graças ao disco “Foregone”, de 2023. Jesse comenta que “nesse disco, o In Flames voltou à sua essência, e como eles tem uma demo chamada Aftermath, pareceu ser uma boa referência”.
No meio da tarde, com o sol fritando a cabeça de cada um, Baba O’Reilly, clássico eterno do Who, toca nos PA’s. Para quem segue o Killswitch Engage, sabe que essa já é a contagem regressiva para a subida da banda no palco. Fixation on the Darkness chega com a força de quem criou um estilo que já mudou de cara, mas que não perdeu a essência. A plateia não espera a segunda música para abrir imensos moshpits, não há tempo para o depois. Sem muitas apresentações, como uma comemoração com a retomada de sua história, Leach emenda In Due Time, single de Disarm of Descent, album de 2013, que marca o retorno do vocalista ao seu eterno posto.
The End of Heartache é como uma flecha no coração do fã: simplesmente o maior single da era Howard Jones, a música que foi trilha de Resident Evil – O Hóspede Maldito (não que seja uma razão pra muito orgulho), de 2002.

O mais incrível desse show é perceber como nenhuma faixa foi desperdiçada. O público estava agitado, abrindo rodas insanas, pulando e gritando as letras; era um exorcismo!
O Memorial da América Latina parecia a porta do inferno. Sensação térmica beirando os 40 °C durante boa parte do dia, mas nem isso desanimou a plateia. Rose of Sharyn, This is Absolution, Broken Glass, Hate by Design… todas elas exaltadas. Jesse conversava com seus súditos como quem comandava uma grande comemoração, e todos fariam qualquer coisa que ele pedisse, todos fizeram tudo o que ele pediu! Leach levantava o dedo, e lá estava o moshpit mais desesperador que você pode imaginar. Em um momento ele disse “vamos subir ainda mais essa temperatura!” e Strength of the Mind começou. O kick do bumbo de Justin Foley chegava a acelerar o coração, era possível sintí-lo no peito e na boca do estômago. Literalmente o som atingia o seu corpo!

My Curse, um dos maiores clássicos do KSE, presente em As Daylight Dies, 2006, foi dedicada a Zakk Wylde, que faria o show seguinte. My Last Serenade deu o tom de despedida, emocionando muitos fãs, quando o vocalista desceu do palco e correu pelo Pit, abraçando dezenas deles.
Jesse Leach, Adam Dutkiewicz, Mike D’Antonio, Justin Foley e Joel Stroezel vem ao centro do palco para agradecer, jogar todo tipo de palhetas e baquetas e deixando o público muito feliz. E no bom e velho estilo metalcore, uma incrível releitura de Holy Diver, da lenda Ronnie James Dio.
Quando você cria um estilo, você dita as regras, as “tendências”. Adam Dutkiewicz criou o “modus operandi” de toda uma cena, seu DNA.
Setlist do Killswitch Engage no Bangers Open Air 2026:
Baba O’Riley (The Who – nos PA’s)
Fixation on the Darkness
In Due Time
The End of Heartache
Aftermath
Rose of Sharyn
This Is Absolution
Broken Glass
Hate by Design
Forever Aligned
The Signal Fire
I Believe
The Arms of Sorrow
Strength of the Mind
This Fire
My Curse
My Last Serenade
Holy Diver (Dio cover)
