Amanda Basso
Oi, sou Amanda Basso, jornalista formada pela Universidade Anhembi Morumbi, viajante por natureza, amo contar histórias - mesmo as que eu não deveria contar… Somei a paixão por criar, ao fanatismo por uma certa Donzela de Ferro e fiz o Maiden Chest, podcast focado na história e bootlegs do Iron Maiden, ah, coleciono material deles também! Escrevo pro Headbangers Brasil, Confere Rock e agora aqui… Mãe da Charlotte e da Natalinha, uma gata e uma pombinha que mandam na minha vida!

Sem precisar pensar duas vezes, a grande surpresa desse festival tem nome e sobrenome: Tatiana Shmailyuk (nova grafia adotada pela vocalista). A curiosidade pela performance famosa, repleta de pulos, dança e aberturas de pernas dignas de ginastas olímpicas era imensa, e com certeza o principal atrativo da banda.
Às 15:20, durante o sol escaldante do Memorial da América Latina, Jinjer sobe ao Hot Stage. Em uma hora de show, Tatiana foi hipnótica, cativante e, simplesmente, perfeita! A técnica vocal dela é invejável, a voz dela passa de limpa a screaming com a facilidade de quem respira. O público a seguia com os olhos, como quem não quer perder o que deseja de vista. Esse é o poder dessa frontwoman.
Nos PA’s, uma introdução original da própria banda, Prologue, do álbum King of Everything, de 2016. Um clima épico de mistério pairava sob o palco, todos esperavam por ela. E foi junto com Duél que Tatiana Shmailyuk deu o ar de sua graça. Antes da letra começar de fato, um alto e estridente “oi, Brasil, tudo bem?”.

Green Serpent foi uma emenda certeira, para divulgar o último disco da banda, Duél, de 2025. E tamanha a confiança dos ucranianos, que Fast Draw, Tantrum e Hedonist também foram executadas. Metade do disco em metade do show! Aliás, o calor estava realmente tão forte, que não passou desapercebido por Tatiana. Mas nada abalou a performance desses heróis que saíram do meio da neve, da guerra, para trazer o espetáculo que fizeram.
Jinjer tem um entrosamento invejável. Tudo parece previamente ensaiado e combinado, o que passa uma impressão robotizada, mas incrivelmente perfeita. Mas dentro de toda essa sinergia, Shmailyuk agradece pela primeira participação da banda num festival brasileiro.
O público respondeu muito bem ao novo disco e aos já clássicos Perennial e Someone’s Daughter, seus fãs são bem leais e cantavam suas músicas no último volume. Outro exemplo
está em sua grande canção ouvida e reagida aos montes no YouTube, a famosa Pisces, considerada um clássico absoluto.
Mas Jinjer não é para qualquer um, não é para quem simpatiza com o gênero, que aliás engloba uma série de vertentes, como groove metal, metalcore, nu-metal, progressive metal e alguns elementos de death metal também entram nesse caldeirão; os ucranianos agradam a seus fãs e não cabe meio termo aqui: ame-os ou odeie-os, mas nunca ignore-os!
O show foi perfeito. Banda afiada, performance vocal e de palco dignas de uma frontwoman lendária, a ponto de fazer todo o Bangers gritar “olê, olê, olê, olê… Jinjer, Jinjer!” e Tatiana respondeu com “Brasil!”.
Como dito anteriormente, não é uma banda para todos, mas com certeza, para uma legião.

Setlist do Jinjer no Bangers Open Air 2026:
Prologue
Duél
Green Serpent
Fast Draw
Vortex
Disclosure!
Tantrum
Teacher, Teacher!
Hedonist
Perennial
Someone’s Daughter
Pisces
Sit Stay Roll Over
