ENTREVISTA | IZABELLA ROCHA FALA SOBRE NOVO ÁLBUM, RETOMADA DA CARREIRA E CONEXÃO COM O PÚBLICO LATINO-AMERICANO

Flávio Benelli

Formado em Direito pela Puc-Campinas, pós-graduado em Jornalismo. Criador e administrador do perfil @lets.gorock no Instagram. Sempre fui apaixonado pelo Rock. Escrever sobre música é minha forma de compartilhar a energia e a emoção que o rock me proporciona, enquanto mergulho nas histórias fascinantes por trás das músicas e dos artistas que moldaram esse universo. Junte-se a mim nessa jornada onde cada riff é uma história e cada batida é uma experiência inesquecível.

Crédito: Renata Ferraz

 

Conhecida nacionalmente por sua trajetória como uma das fundadoras e vozesdo Natiruts, banda da qual fez parte durante dez anos e com a qual gravou cinco álbuns autorais, Izabella Rocha vive um novo capítulo de sua carreira. A cantora e compositora prepara o lançamento de IZABELLA Vol. 1, previsto para novembro de 2026, projeto que reúne diferentes referências musicais e marca sua retomada como artista solo.

O álbum vem sendo apresentado por meio de uma sequência de singles, entre eles “Solta Pelo Mundo”, “Tempo de Colheita”, “Quero Ser Feliz Também” e “Fica Comigo”. Neste último, Izabella revisita “Love Me or Leave Me”, clássico eternizado por Nina Simone, transformando a atmosfera melancólica do jazz original em uma versão dançante, com elementos de ska fusion e arranjos jazzísticos. A música também ganhou uma versão em espanhol, “Quédate Conmigo”, gravada no México e acompanhada de videoclipe.

A diversidade sonora é uma das marcas do novo trabalho, que passeia pelo pop, reggae, MPB, bossa nova, jazz e rock. A proposta também busca ampliar o diálogo com o público latino-americano, especialmente por meio das versões em espanhol de algumas faixas.

Outro momento importante dessa nova fase foi o reencontro com os antigos companheiros do Natiruts durante a turnê Good Vibration, encerrada em 2023. Segundo Izabella, a experiência foi uma verdadeira virada de chave e serviu de inspiração para a composição das novas músicas.

“É a verdadeira retomada da minha carreira desde os tempos do Natiruts”, afirma a cantora ao falar sobre o momento atual.

Em entrevista ao Let’s Go Rock, Izabella Rocha fala sobre a criação de IZABELLA Vol. 1, os desafios de construir uma carreira própria após deixar o Natiruts, a releitura de grandes canções, sua relação com a música latino-americana e os planos para a turnê Solta Pelo Mundo, que deverá passar pelo Brasil, pela América Latina e por outros continentes após o lançamento do álbum.

Confira a entrevista completa!

1. Você foi uma das fundadoras do Natiruts e marcou uma geração com sua
voz. Ao lançar uma nova versão de “Quero Ser Feliz Também”, como foi
revisitar essa música tão importante na sua trajetória e dar a ela uma nova
identidade?

Izabella Rocha: Revisitar “Quero Ser Feliz Também” é uma alegria e um
grande desafio. Essa música faz parte originalmente do quinto álbum do
Natiruts, Nossa Missão, que foi o último do qual participei ainda dentro da
banda. Por isso, ela serve como uma ponte que liga aquela fase à minha fase
atual. Essa canção tem como tema a felicidade, que é uma questão humana
importante e que decidi trazer para o trabalho atual. Em termos musicais,
foi um grande desafio, pois ela é um hit consagrado. Então, procurei
inserir novas bases rítmicas e arranjos jazzísticos para enriquecer a
pegada reggae fusion, que está muito presente neste momento da minha
carreira.

2. Seus singles “Fica Comigo”, “Solta Pelo Mundo”, “Tempo de Colheita” e
“Quero Ser Feliz Também” antecipam o álbum IZABELLA Vol. 1. O que o público
pode esperar desse trabalho e como ele representa o momento que você vive
atualmente na música?

Izabella Rocha: O público pode esperar um trabalho musical pop fusion que
passeia pelo reggae, pela MPB, pela bossa nova, pelo jazz e pelo rock, com
uma mensagem positiva que promove a paz, o amor, a união e a liberdade.
Cada canção vem acompanhada de um videoclipe original, gravado em
diferentes capitais do Brasil, como uma homenagem à diversidade
paisagística e cultural que o país oferece. Esse álbum representa um
momento relevante da minha carreira, em que estou trabalhando bastante na
reconexão com o grande público, para que o maior número possível de pessoas
possa escutar minhas músicas. É a verdadeira retomada da minha carreira
desde os tempos do Natiruts.

3. Você permaneceu dez anos no Natiruts, participou de cinco álbuns
autorais e voltou a se reunir com os antigos companheiros na turnê Good
Vibration, encerrada em 2023. Como essa experiência influenciou sua
trajetória e quais foram os principais desafios de construir um caminho
próprio após deixar a banda?

Izabella Rocha: A experiência na turnê Good Vibration foi uma virada de
chave na minha carreira. As viagens, os shows e a reconexão com o público
me inspiraram a compor as novas canções do álbum atual.

Fundar e construir a banda Natiruts desde o início, durante os dez anos em
que participei dela, foi uma das experiências que mais exigiram dedicação e
trabalho e que mais me proporcionaram aprendizado na vida. Todas as
vitórias e derrotas pelas quais passei me deram a base para seguir
construindo minha carreira.

Não é fácil construir e consolidar uma carreira artística. Isso exige muita
vocação para o trabalho, autoconhecimento e parcerias consistentes.

4. “Solta Pelo Mundo” ganhou uma versão em espanhol, e o álbum IZABELLA
Vol. 1 também terá uma edição nesse idioma. De onde surgiu o desejo de se
aproximar ainda mais do público latino-americano e quais são suas
expectativas com essa expansão?

Izabella Rocha: A relação com o público latino-americano se deu desde o
início da minha carreira, quando o Natiruts fazia longas turnês pelo Sul do
Brasil, onde, pela proximidade das fronteiras, existe uma grande influência
da cultura latino-americana.

Desde aquela época, me encantei com a língua espanhola, com a diversidade
cultural dos países da América Latina e com a proximidade desses países com
o Brasil. Além disso, a América Latina é um mercado musical gigantesco, que
amplia as possibilidades de alcançar novos públicos.

5. Em “Fica Comigo”, você revisita “Love Me or Leave Me”, clássico
eternizado por Nina Simone, transformando o jazz melancólico original em
uma versão dançante com elementos de ska fusion. Como surgiu a ideia de
reinterpretar essa canção e o que motivou essa mudança de sonoridade?

Izabella Rocha: A canção “Love Me or Leave Me” integrou minha fase jazzy, e
Nina Simone é uma cantora que respeito por sua voz marcante, seu estilo
diferenciado de tocar piano e por ser uma compositora revolucionária.
Consegui a licença poética para produzir uma versão mais tropical, dançante
e convidativa ao amor verdadeiro. O ska fusion, aqui, representa o encontro
das batidas e levadas do ska com os arranjos jazzísticos.

6. A música também ganhou uma versão em espanhol, “Quédate Conmigo”. Como
foi adaptar a faixa para outro idioma e o que você espera da recepção do
público latino-americano?

Izabella Rocha: Adaptar essa faixa para o espanhol foi um desafio muito
construtivo, pois o vocal de “Quédate Conmigo”, por incrível que pareça,
groovou ainda mais com a música em relação à métrica vocal da versão “Fica
Comigo”.

Já senti a receptividade positiva do público latino-americano que gosta da
cultura brasileira quando fui gravar os videoclipes em diferentes países da
região e espero ampliar essa conexão.

7. Com o lançamento de IZABELLA Vol. 1 previsto para novembro de 2026,
quais são seus próximos planos para essa nova fase da carreira? Podemos
esperar shows pelo Brasil para apresentar as músicas do álbum ao vivo?

Izabella Rocha: A partir do lançamento do álbum IZABELLA Vol. 1, o plano é
iniciarmos a turnê Solta Pelo Mundo, com shows pelo Brasil, pela América
Latina e por outros continentes.

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  • Flávio Benelli

    Formado em Direito pela Puc-Campinas, pós-graduado em Jornalismo. Criador e administrador do perfil @lets.gorock no Instagram. Sempre fui apaixonado pelo Rock. Escrever sobre música é minha forma de compartilhar a energia e a emoção que o rock me proporciona, enquanto mergulho nas histórias fascinantes por trás das músicas e dos artistas que moldaram esse universo. Junte-se a mim nessa jornada onde cada riff é uma história e cada batida é uma experiência inesquecível.

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