Amanda Basso
Oi, sou Amanda Basso, jornalista formada pela Universidade Anhembi Morumbi, viajante por natureza, amo contar histórias - mesmo as que eu não deveria contar… Somei a paixão por criar, ao fanatismo por uma certa Donzela de Ferro e fiz o Maiden Chest, podcast focado na história e bootlegs do Iron Maiden, ah, coleciono material deles também! Escrevo pro Headbangers Brasil, Confere Rock e agora aqui… Mãe da Charlotte e da Natalinha, uma gata e uma pombinha que mandam na minha vida!

Segunda passagem dos holandeses do Within Temptation no festival, essa é a aposta certa dos organizadores: show perfeito, cadenciado e muito disputado pelos fãs; plateia fiel, os filhos de Sharon Den Adel nunca decepcionam, porque a banda nunca decepcionou.
Músicas como Angels e All I Need ficaram de fora, mesmo sendo clássicos constantes no set. The Howling foi emocionante de assistir pois estava há 10 anos longe dos palcos e claro, o single eterno Ice Queen, da fase Mother Earth, de 2000, que não havia sido tocado em 2024, devido a uma pausa forçada no show (uma garota passou mal e precisou ser socorrida).
A aposta da banda veio num show marcante e pesado, com muitas músicas atuais sem tanto daquela pincelada gótica que eles já tiveram um dia. Sharon sobe ao Ice Stage às 18:25 e logo a euforia toma conta dos fãs.
Se em We Go to War o público estava feliz em vê-los, imagine então quando The Howling (sucesso do álbum The Heart of Everything de 2007) entrou em cena, sendo tocada pela primeira vez em uma década!

Outro grande clássico absoluto surgiu e a nostalgia falou mais alto, afinal, Stand My Ground é um dos grandes momentos do início da banda (presente no álbum Silent Force de 2004).
Era nítido como a plateia estava emocionada com a “Mãe de Todos”, sua presença é uma daquelas coisas que somente o fã mais fervoroso consegue descrever; mesmo que tudo pareça previsível em termos de figurino ou performances da vocalista, aquele instante se torna único como se fosse a primeira vez.
Voltando às canções atuais, as apostas em Bleed Out e Ritual (ambas lançadas em 2023) não foram ruins, porém, um pouco distante daquela emoção anterior,
In the Middle of the Night, The Heart of Everything (aparecendo após 7 anos) e Faster trouxeram o público de volta, resgatando a nostalgia com tema mais ligado ao passado.
Wireless (também do último álbum) fez bem e não decepcionou, mas de fato outro grande sucesso estava a espera e assim, Forsaken (fora do set ao vivo desde 2008) agitou os presentes de forma unânime. Essa foi a catarse de Sharon Den Adel – ninguém acreditava no que estava acontecendo naquele palco!

O ótimo dueto com Tarja Turunen (que participou do show através de playback e vídeo) em Paradise (What About Us?) trouxe uma das collabs mais legais do gênero, e certamente era esperada por aqui, mas após a boa Don’t Pray for Me (mais uma do seu recente álbum) era chegada a hora esperada, onde apenas mais duas faixas iriam arrematar o espetáculo: Ice Queen, o hino inconfundível da banda, mantendo um clima único para os verdadeiros fãs, enquanto Sharon demonstrava toda a sua técnica vocal inconfundível.

Por fim, a assinatura que definiu a sonoridade da banda; todos aguardavam concentrados enquanto a introdução mais conhecida do disco homônimo aparecia… era Mother Earth (que logo completará 20 anos), dando o último suspiro de emoção para cada seguidor de um estilo que perdura por mais de duas décadas.
Apostar em um set variado com muitas faixas de seu mais recente trabalho foi um pouco arriscado, garantiria apenas o aplauso do fã assíduo, porém, ao mesclar com temas nostálgicos, o Within Temptation mostrou, mais uma vez, porquê é a aposta certeira do festival.

Setlist Within Temptation no Bangers Open Air 2026:
We Go to War
The Howling (first time since 2016)
Stand My Ground
Bleed Out
Ritual
In the Middle of the Night
The Heart of Everything (first time since 2019)
Faster
Wireless
Lost
Forsaken (first time since 2021; first time in public since 2008)
Paradise (What About Us?)
Don’t Pray for Me
Ice Queen
Mother Earth
