Destaques do Bangers Open Air 2026

Flávio Benelli

Formado em Direito pela Puc-Campinas, pós-graduado em Jornalismo. Criador e administrador do perfil @lets.gorock no Instagram. Sempre fui apaixonado pelo Rock. Escrever sobre música é minha forma de compartilhar a energia e a emoção que o rock me proporciona, enquanto mergulho nas histórias fascinantes por trás das músicas e dos artistas que moldaram esse universo. Junte-se a mim nessa jornada onde cada riff é uma história e cada batida é uma experiência inesquecível.

Bangers 2026 Foto: Diego Padilha – MHermesArts

O Bangers Open Air 2026 reuniu nomes de diferentes vertentes do rock e do metal em uma edição que reforçou a diversidade e o alcance do festival já consolidado, com apresentações que foram do técnico ao acessível, do nostálgico ao contemporâneo. Entre destaques e contrastes de estilos, o evento consolidou sua proposta de entregar uma experiência ampla para o público. Para uma análise completa de cada show, com todos os detalhes e impressões, é só conferir as resenhas completas aqui.

Black Label Society

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Foto @raphagarcia – MHermes Arts

Black Label Society entregou exatamente o que se espera: peso, groove e muita presença de palco liderada por Zakk Wylde. Com riffs robustos e momentos mais arrastados, a banda criou uma conexão sólida com o público, equilibrando agressividade e passagens mais emotivas. Foi um show consistente, que reforça a força do nome dentro do metal mais tradicional e direto.

Within Temptation

Foto: @guiurban – MHermesArts

Within Temptation apostou na grandiosidade e entregou um show envolvente, com forte apelo visual e arranjos que exploram bem o lado mais épico do metal. A performance foi segura, com vocais bem executados e uma banda afinada, criando momentos de grande impacto com o público. Ainda que siga uma fórmula conhecida, a execução manteve o nível elevado.

Angra Reunion

Foto: Diego Padilha – MHermesArts

Angra reuniu diferentes fases de sua trajetória em um show especial que celebrou seu legado, trazendo ao palco ex-integrantes que marcaram gerações de fãs. A apresentação teve forte carga emocional, equilibrando técnica e nostalgia, e reforçando a importância da banda no cenário nacional e internacional. Foi um dos momentos mais simbólicos do festival e um dos melhores shows de todo o Bangers.

Lucifer

Foto: Marcos Hermes _MHermes Arts

Lucifer apostou em uma atmosfera mais sombria e cadenciada, trazendo um hard rock com forte influência setentista que contrastou com o restante do line-up. A presença de palco segura e o vocal marcante deram identidade ao show, que se destacou mais pelo clima do que pela intensidade, funcionando como uma experiência envolvente e estilosa dentro do festival.

Arch Enemy

Foto: Marcos Hermes -MHermesArts

Arch Enemy manteve o nível de intensidade lá no alto com uma apresentação precisa e agressiva, guiada por riffs rápidos e vocais extremos. A performance foi técnica e bem executada, com destaque para a presença de palco e a resposta imediata do público, consolidando o show como um dos mais impactantes para os fãs de som mais pesado.

In Flames

Foto: @raphagarcia – MHermesArts

In Flames trouxe um set que equilibrou diferentes fases da carreira, transitando entre o peso do passado e abordagens mais modernas. A banda mostrou maturidade ao construir um show dinâmico, ainda que nem todas as escolhas agradem igualmente todos os públicos. No geral, foi uma apresentação sólida, sustentada pela relevância do repertório e pela experiência de palco.

Winger

Foto: diegopadilha-MHermesArts

Winger apostou em uma apresentação sólida, sustentada pela excelência técnica e pela experiência de palco. A banda transitou com naturalidade entre momentos mais melódicos e passagens de maior complexidade instrumental, mostrando que vai além do rótulo associado ao auge comercial. O público respondeu bem, especialmente aos clássicos, e a performance reforçou que ainda há relevância artística, mesmo décadas após o auge.

Nevermore

Foto: @raphagarcia – MHermes Arts

Nevermore entregou um dos shows mais comentados do festival, equilibrando técnica refinada e peso com uma performance que inevitavelmente carregava o peso da ausência de Warrel Dane. A banda soou coesa e afiada, com destaque para a precisão instrumental e a forma como clássicos foram executados com respeito à essência original. Ainda assim, pairou no ar uma sensação agridoce: a força do repertório permanece intacta, mas a identidade vocal, tão marcante, faz falta e transforma a experiência em algo diferente — não menor, mas certamente distinto.

Vision of Atlantis

Foto: Diego Padilha – MHermesArts

Vision of Atlantis entregou uma apresentação marcada pelo apelo visual e pela força do metal sinfônico, combinando linhas vocais bem distribuídas entre os dois vocalistas e arranjos que funcionam especialmente bem ao vivo. A banda soube explorar a atmosfera épica de seu repertório, criando momentos envolventes, ainda que sem grandes riscos. Foi um show eficiente, que cumpriu seu papel ao dialogar diretamente com o público que busca grandiosidade e melodias bem construídas.

Crazy Lixx

Foto: @guiurban – MHermesArts

Crazy Lixx foi direto ao ponto e apostou na energia do hard rock oitentista sem rodeios. Com refrães grudentos, riffs simples e uma presença de palco descomplicada, a banda conseguiu criar uma conexão imediata com o público. A apresentação funcionou como um respiro mais leve dentro da programação, ainda que deixe a sensação de que esse tipo de som poderia ter tido mais espaço no festival.

Jinjer

Foto: Diego Padilha – MHermesArts

Jinjer entregou uma das performances mais impactantes do festival, combinando técnica apurada com mudanças constantes de dinâmica. A versatilidade vocal foi um dos grandes destaques, alternando entre agressividade e melodias com naturalidade, enquanto a banda manteve uma base instrumental sólida e precisa. O resultado foi um show intenso, que prendeu a atenção do público do início ao fim.

Torture Squad

Foto @raphagarcia – MHermes Arts

Torture Squad mostrou por que é um dos nomes mais respeitados do metal nacional, com uma apresentação direta, pesada e sem concessões. A banda apostou na agressividade e na velocidade, mantendo a energia sempre em alta e reforçando sua identidade ao vivo. Foi um show consistente, que dialogou bem com o público que buscava peso mais extremo dentro do festival.

Smith/Kotzen

Foto: Marcos Hermes – MHermesArts

Smith/Kotzen trouxe uma performance marcada pela sofisticação e pela química entre Adrian Smith e Richie Kotzen, apostando em um hard rock mais bluesy e cheio de nuances. Com foco nas composições e na execução refinada, o show fugiu do óbvio dentro do line-up, entregando momentos mais cadenciados e valorizando a musicalidade acima do impacto imediato.

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  • Formado em Direito pela Puc-Campinas, pós-graduado em Jornalismo. Criador e administrador do perfil @lets.gorock no Instagram. Sempre fui apaixonado pelo Rock. Escrever sobre música é minha forma de compartilhar a energia e a emoção que o rock me proporciona, enquanto mergulho nas histórias fascinantes por trás das músicas e dos artistas que moldaram esse universo. Junte-se a mim nessa jornada onde cada riff é uma história e cada batida é uma experiência inesquecível.

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