Feuerschwanz passa por “Festa no Apê” e termina em “Gangnam Style” em show irreverente no Memorial

Flávio Benelli

Formado em Direito pela Puc-Campinas, pós-graduado em Jornalismo. Criador e administrador do perfil @lets.gorock no Instagram. Sempre fui apaixonado pelo Rock. Escrever sobre música é minha forma de compartilhar a energia e a emoção que o rock me proporciona, enquanto mergulho nas histórias fascinantes por trás das músicas e dos artistas que moldaram esse universo. Junte-se a mim nessa jornada onde cada riff é uma história e cada batida é uma experiência inesquecível.

Foto: Diego Padilha_MHermesArts

No meio de um line-up que transitava entre a melancolia técnica do Evergrey e a brutalidade moderna que viria com o Jinjer, o Feuerschwanz ocupou um espaço curioso no Bangers Open Air 2026: o da irreverência calculada.

O grupo alemão mostrou como sua trajetória — iniciada no folk rock satírico e hoje consolidada em um folk/power metal robusto — encontrou um ponto de equilíbrio entre humor e competência musical.

Foto: Diego Padilha_MHermesArts

O setlist apresentado no Memorial da América Latina funciona quase como um resumo dessa evolução. A abertura com “Drunken Dragon” já estabelece o tom: teatralidade, roupas medievais, coros expansivos, riffs e interações divertidas com o público.

“Memento Mori” e “Untot im Drachenboot” reforçam o lado mais pesado da banda, evidenciando como o grupo abraçou uma estética mais épica sem abandonar o humor.

Foto: Diego Padilha_MHermesArts

Faixas como “Bastard von Asgard” e “Das Elfte Gebot” sustentam o diálogo com o power metal europeu, enquanto “Name der Rose” e “Ultima Nocte” ampliam a ambição melódica. O Feuerschwanz de 2026 já não depende exclusivamente da caricatura medieval; ele a utiliza como linguagem estética, não como muleta.

Foto: Diego Padilha_MHermesArts

Mas é no campo das versões que a banda testa — e, surpreendentemente, valida — sua proposta. “Dragostea din tei”, eternizada no Brasil como base de “Festa no Apê”, surge não como meme deslocado, mas como peça integrada ao espetáculo.

A plateia, inicialmente cética, rapidamente se rende ao arranjo com gaitas e guitarras, transformando o que poderia ser constrangimento em um dos momentos mais divertidos do festival.

O encerramento com “Gangnam Style” leva essa lógica ao limite. Com óculos escuros e uma encenação que flerta com o absurdo, o grupo mistura K-pop com folk metal sem pedir licença.

Sob o sol pesado do Memorial, o Feuerschwanz entregou um show que poderia facilmente ter sido descartado como “diversão de festival”, mas que revelou algo mais interessante: uma banda que amadureceu sem abrir mão da própria identidade, transformando humor em linguagem e espetáculo em estratégia.

Setlist Feuerschwanz no Bangers Open Air 2026

1. Drunken Dragon

2. Memento Mori

3. Untot im Drachenboot

4. Knightclub

5. Bastard von Asgard

6. Name der Rose

7. Ultima Nocte

8. Testament

9. Berzerkermode

10. Dragostea din tei (O-Zone cover)

11. Valhalla

12. Das Elfte Gebot

13. Gangnam Style (PSY cover)

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  • Formado em Direito pela Puc-Campinas, pós-graduado em Jornalismo. Criador e administrador do perfil @lets.gorock no Instagram. Sempre fui apaixonado pelo Rock. Escrever sobre música é minha forma de compartilhar a energia e a emoção que o rock me proporciona, enquanto mergulho nas histórias fascinantes por trás das músicas e dos artistas que moldaram esse universo. Junte-se a mim nessa jornada onde cada riff é uma história e cada batida é uma experiência inesquecível.

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